Editorial AGFM



UM CANALHA CHAMADO RENAN

Renan como político simboliza tudo o que é de mais retrógrado, corrupto e criminoso neste Brasil.
Renan como homem de há muito perdeu o seu "H". Não pode se gabar de marido fiel e nem como um carinhoso pai bastardo.
Renan como cidadão prima pela falta de escrúpulos ou de ideologia. Serve ao senhor que lhe der mais paga e poder.
Renan foi reeleito Senador por um descuido dos desatentos alagoenses. Seu currículo está inserido nos 14 processos que ainda se escondem nos escaninhos do STF.
Renan perdeu a eleição para a presidência do Senado, em votação legítima que tentou de todas as formas confirmar. Perdeu por conta de todas as "qualidades" mencionadas acima.
Sua derrota faz bem para o Brasil. Sua derrota foi contada na mídia escrita, virtual, radiofônica e televisiva.
Dora Kramer em seu artigo, muito bem escrito por sinal, retrata com muita propriedade o cadáver de Renan.
Mas é somente contra Dora Kramer que Renan destila sua ira. O faz porque ela é mulher. O faz porque pensa que ela é frágil. O faz porque pensa que Dora Kramer é submissa como foram dia sua esposa e sua concubina.
Mais uma vez perde Renan. Perde onde já não restava caráter. Mostra seu lado "machista", o lado pior que nem um legítimo cangaceiro por honra não adota.
Renan com sua postagem tenta agredir Dora Kramer. Na realidade atinge a si próprio, mais especificamente  o seu próprio membro que, por ironia, deve estar impalado na parte posterior de seu corpo.
Renan como cadáver vivo fede o pior dos odores. Fede por sua degradação geral, fede por ser Renan.
Parafraseando Gil Gomes encerramos: "Se você agir com dignidade, pode não consertar o mundo...Mas tenha certeza de uma coisa: na Terra haverá sempre um Renan à menos".

Editorial AGFM 04/02/2019

NICOLÁS MADURO, EL DITADOR

Editorial AGFM

Nicolás Maduro assume o segundo mandato da República Bolivariana de Venezuela.
Assume como ditador "eleito" pelos proximos seis anos em uma Venezuela que levou ao cáos total.
Um arremedo de país onde faltam alimentos e produtos básicos. Um país onde a saúde faliu de vez.
Uma Venezuela devastada por uma praga similar à biblica, só que renomeada para chavismo.
Entretanto, o que mais falta na "democracia" de Nicolás Maduro é a própria.
Uma Venezuela de Nicolás Maduro onde mais de 7% de sua população fugiu para outras fronteiras. Um contingente de mais de 2,5 milhões de pessoas em fuga da catástrofe bolivariana.
Nicolás Maduro inicia seu novo mandato por conta de eleições realizadas no ano passado, das quais os principais partidos da oposição se negaram a participar por falta de garantias democráticas. Eleições consideradas uma fraude grosseira pelas principais potências da América Latina, pela União Européia e pelos Estados Unidos.
Segundo, Nicolás Maduro, a "República Bolivariana de Venezuela é o centro de uma guerra mundial travada por países satélites dos Estados Unidos".
Pena da Venezuela, uma pérola do mar do Caribe, que continuará a ser governada por um fanfarrão.
Venezuela um país produtor de petróleo que não tem pão na mesa de seus cidadãos. Um povo que, como não tem o que comer, não precisa de papel higiênico, seguindo a ótica do que diz Nicolás Maduro.
Nicolás Maduro é um artefato de um círculo autoritário instalado há duas décadas na Venezuela. Ficará lá até quando? Quando o restante da população fugir também?
Infelizmente, a democracia na pérola do Caribe está podre mas, quem cai de "Maduro" é a Venezuela.
AGFM 11/01/2019


DAMARES E AS CORES

Editorial AGFM

Damares Alves ainda não se deu conta de que, qualquer deslize em sua fala ou comportamento, será motivo de indignação.

Falas ou comportamentos desastrados ou atabalhoados repercutem mais do que medidas úteis que possa tomar dentro das suas obrigações.

Manter-se calada seria uma boa medida. Ao falar muito ou comportar-se de forma exótica, Damares Alves acaba sendo pintada com cores berrantes.

É fato que cores berrantes não desbotam e nem chegam à neutralidade de um azul ou rosa.

Damares Alves tem que ficar na neutralidade das cores e das falas. Melhor não aparecer como seus antecessores. Todos entraram mudos e saíram calados. Além das falas faltou a eles atuação. Que esta última não falte a ela.

Querer ser protagonista de polêmicas não dará certo para Damares Alves. Isso é coisa para profissionais da política ou do judiciário.

Damares Alves é amadora. Como amadora é melhor trocar a pintura por crochê. É menos arriscado é mais artesanal.

Damares Alves desconhece que quando não pinta com neutralidade nos deixa roxos de raiva.

AGFM 04/01/2018

TEMER, CANETAS E MARUN

Editorial AGFM

Em seus discursos rebuscados Temer usou e abusou da mesóclise.
Mas, foi fazendo uso de sua caneta Mont Blanc que assinou atos importantes.
Foi com a sua caneta Mont Blanc que tivemos o teto dos gastos públicos, a reforma trabalhista e a governança nas estatais.
Quando não usou a mesóclise tivemos problemas. Aí se notabilizou no "tem que manter isso, viu?" e, também, assinou atos que envergonham qualquer caneta.
Destaque-se o indulto em 2017 para alcançar amigos presos pela Lava Jato e a sanção do aumento aos ministros do STF.
Temer, quis fechar com chave de perna e trocou mais uma vez a mesóclise por outro estilo gramatical. Sua caneta acabou nomeando Carlos Marun para conselheiro da Hidroelétrica de Itaipú.
Marun, como sabemos, é um exímio defensor de presidentes. Um exemplar da tropa de choque, ou seja tem tudo a haver com geração de energia.
Temer, ao assinar atos não republicanos ou contra o desejo popular, transformou sua Mont Blanc em simulacro da caneta Bic.
Na nomeação de Marun, Temer não fez uso de caneta mas, do polegar na carimbeira.
Tudo porque a Mont Blanc e o simulacro de Bic se aposentaram, antes que alguém pedisse para Temer e Marun as introduzir nos respectivos currículos.
Que fique claro que em nossos currículos não cabe mais nada.

AGFM - 03/01/2018


ESTADO LAICO – NUNCA FOMOS, NÃO SOMOS E PROVAVELMENTE NUNCA SEREMOS

Editorial 18/12/2018

A cidadã Damares Alves contou história de que viu Jesus Cristo em cima de um pé de goiaba, quando, aos 10 anos de idade, pensou em se suicidar. Isto causou uma celeuma sem motivo, a não ser pelo fato de em breve ocupar o cargo de ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos.
Na verdade foi motivo de chacota, embora tenha declarado de que não se sente ofendida. Esse inusitado frisson correu pelas redes sociais, por parte de alguns jornalistas e também por parte da mídia.
Como pano de fundo se acotovelamos para dizer que o estado é laico, e, portanto, o agente público estaria afrontando o Artigo 5º - inciso VI da Constituição Federal. Nada mais contraditório, pois ao se constranger Damares Alves, é que se ofendeu o referido artigo 5º.
A cidadã Damares Alves deve ser plenamente competente para se defender do que entender serem ofensas. Mas, não é por demais se ressaltar algumas questões:
Primeiro: Não há em nossa Constituição Federal menção à expressão estado laico, especialmente no artigo 5º, que aqui se reproduz: “Art. 5º VI – é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias”.
Segundo: O Estado Laico não é norma e sim um processo. Faz parte da evolução e no abrigo do direito de liberdade. O estado só será laico quando prescindir da religião, que não será utilizada como fator de coesão social e de unidade nacional, sem necessidade de estar expresso na Constituição.
Terceiro: O Estado Laico deve respeitar todas as crenças religiosas, exceto quando estas atentem contra a ordem pública. Também deve respeitar a não crença religiosa (inclui-se aqui o ateísmo e o monoteísmo). Seu dever é não apoiar e nem dificultar a difusão de idéias religiosas, nem tampouco as idéias anti-religião.
Mas, a grande questão é sabermos se somos ou não um Estado Laico. Se não somos devemos reescrever a Constituição. Se formos emergem duas perguntas:
Por que em grande parte de gabinetes e repartições públicas há símbolos religiosos?
Por que em nossas cédulas de dinheiro consta a expressão “DEUS SEJA LOUVADO”?
Se as perguntas não puderam ser respondidas que tal refletir sobre o preâmbulo da nossa Constituição Federal?: Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembleia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.
É muito contraditório para um assunto contraditório. Da próxima vez que comer uma goiaba pense de que pé ela veio. Se não gostar de goiaba é melhor acender uma vela para qualquer santo ou entidade. Se for ateu acenda uma vela de citronela para afastar os mosquitos.


FUNCIONÁRIOS E SALÁRIOS FANTASMAS

Editorial AGFM em 17/12/2018

Na semana passada, veio a público relatório do Coaf sobre movimentações financeiras suspeitas, ocorridas em contas bancárias de assessores de deputados estaduais do Rio de Janeiro.
O relatório ganhou maior notoriedade porque nele constava o nome de um ex-assessor de Flavio Bolsonaro. Embora no relatório aquele ex-assessor conste como um de menor movimentação financeira há muita coisa a ser explicada pelas partes.
Enquanto as explicações não chegam tomaremos por origem uma prática ilegal praticada em todas as casas legislativas deste país. De vereadores a senadores, todos se cercam de um verdadeiro séquito de assessores (funcionários comissionados), com base e nos limites das leis que assim permitem.
O intuito é que o ocupante do cargo eletivo tenha um corpo técnico e operacional para que possa desenvolver com eficácia as funções de seu mandato. Contratar assessores com salários motivadores é, em tese, a forma de tentar suprir essas necessidades.
Entretanto, no cotidiano, não é esse o objetivo maior. Pode-se iniciar pela quantidade de assessores a que cada ocupante do mandato tem direito. Pode-se dizer de plano que é muito cacique para pouco índio.
Ao contratar os ditos assessores, o político aproveita do mandato para se apropriar de parte dos salários de seus contratados. Para tanto, não se contratam profissionais e sim correligionários, nomeados como assessores no gabinete mediante uma remuneração debitada da verba ao que o político tem direito. Esses mesmos contratados, no mesmo dia em que recebem em conta corrente os seu salários, devolvem pelo menos 50% dessa remuneração, em geral para alguma pessoa de confiança do parlamentar.
Em muitos casos o assessor nem comparece ao local de trabalho. É o tal do funcionário fantasma.
A prática ilegal de fazer esse confisco de salário dos funcionários comissionados, um pedágio fora de rodovia, é mais comum do que se imagina.
Poderemos dizer com certeza que é uma prática que já chegou à terceira idade. Ficou mais evidente a partir da redemocratização, tendo o PT como o partido que estabeleceu as regras da prática.
Há muito tempo são noticiados casos em vários estados e municípios. Infelizmente até hoje só houve uma cassação de mandato e algumas poucas decisões para ressarcimento ao erário dos recursos desviados.
Infelizmente, também, há um acordo tácito de silêncio entre as partes: o assessor quer manter o emprego e depende do político que confisca parte do seu rendimento e, de outro lado, o político que está se lixando para o corpo técnico, pois o que lhe interessa são as verbas que lhe ficam disponíveis para gastos pessoais não republicanos.
Nesse conluio de interesses ficamos nós, os eternos contribuintes, pagando para não ter medo de assombração.
Como de costume, utilizamos nosso nariz de palhaço pensando que, com ele, podemos exorcizar qualquer tipo de fantasma.
Vade retro!


VERGONHA, UMA PALAVRA PROIBIDA

VERGONHA virou palavra de baixo calão. Não se pode mais pronunciar sob risco de pedido de prisão.
Daqui por diante chamaremos somente de "V". Não se sabe por quanto tempo. A casta de toga ideológica e de interesses é contra a fonética.
"V" é ter ministro travestido de policia, querendo intimidar a verdade.
"V" é ter ministro travestido de ser superior, um senhor feudal que não houve a voz dos cidadãos, pensando que estes são seus vassalos.
"V" é ter ministro que, sem pudor ou rubor, acompanha a chicana de advogados, cuja maior qualidade é promover a procrastinação de processos.
"V" é ter ministro que, por birra e por conluio, pede vista de processo que nem deveria ser pautado para julgamento.
"V" é saber que ministros por conta de sua ideologia e de seus interesses escarram no bom direito e na Constituição.
"V" é chamar essa casta de "Vossa Excelência".
AGFM


DIA DA BANDEIRA

O que foi feito da nossa Bandeira?
Passamos este dia sem lembrar dela.
O que aconteceu conosco?
Nos esquecemos do nosso maior símbolo nacional.
Não dá para acreditar que o nosso pavilhão esteja jogado num fundo de gaveta.
Não dá para acreditar que as nossas cores tenham desbotado.
Não dá para acreditar que o significado de nossas cores não tenham mais importância.
Não dá para acreditar que as letras do nosso lema tenham sido apagadas.
A Bandeira Nacional é mais do que um tecido que eventualmente cubra nossos ombros.
A Bandeira Nacional é mais do que um estado de espírito.
A Bandeira Nacional é mais do que um amálgama de sentimentos.
A Bandeira Nacional tem caráter coletivo e emocional. Ela nos identifica e nos representa como nação.
A Bandeira Nacional com suas cores representa não só nossas riquezas naturais. Representa também nosso atual sistema político, a Republica, proclamada em 1889 em substituição a monarquia.
Nossa Bandeira Nacional é a décima de nossa história, adotada em 19 de novembro de 1889. Ela é a nossa realidade.
A realidade perene que Olavo Bilac colocou nos versos do Hino à Bandeira (link abaixo), que assim se encerra: QUERIDO SÍMBOLO DA TERRA, DA AMADA TERRA DO BRASIL.
A Gente Fala Mesmo

https://youtu.be/2UQw9rBfv88
YouTube
Hino à Bandeira do Brasil - Legendado. Composição: Olavo Bilac


VIVA A REPÚBLICA

Há 129 anos substituímos o imperialismo pela República.
Conceitualmente República significa uma forma de governo ou de estrutura de estado. Para tanto, deve contemplar um número expressivo de pessoas, uma comunidade de conceitos e fins e um consenso do direito.
Nem sempre nossa República atendeu integralmente a esses requisitos, já que a República foi proclamada por militar, o que na essência foi um golpe.
Também tivemos uma ditadura civil (outro golpe) uma ditadura militar (mais um golpe) e agora seremos governados por um militar da reserva (esperamos não ter golpe).
Em nosso período de República tivemos 37 presidentes. O próximo será Jair Bolsonaro.
Nesse período foram escritas mais 6 constituições.
Coincidência ou não, a história divide nossa Republica, até agora, em 6 fases:
1. Republica da Espada
2. República Oligárquica
3. Era Vargas
4. República Democrática
Editorial A Gente Fala Mesmo
5. Ditadura Militar
6. Republica Nova
Interessante notar, embora estranho, de que podemos ter democracia no imperialismo e ditadura na República.
Com tudo isso e apesar disso, mesmo após 129 anos ainda tateamos o nosso desejo de República.
Ainda falta muito para sermos uma República de fato e de direito. Temos que progredir como país republicano. Os brasileiros precisam ser efetivamente republicanos. Nosso cotidiano deve ser pautado por atitudes republicanas.
Que essa República chegue para as futuras gerações, e que nunca, em nossa história, os versos de Luiz Airão sejam cantados "Republica, República! Ai que saudades do meu tempo de Republica".


FIM DE FEIRA

Michel Temer está terminando o mandato de forma melancólica. Poderia ser bem diferente não fosse ele o igual dos mesmos antecessores.
Teve a oportunidade de mudar o rumo. Não teve competência para pilotar o país. Passou boa parte do mandato se defendendo de acusações.
Poderia ter implementado todas as reformas necessárias. Não o fez. Ficou refém de um Congresso que exigiu contrapartidas para evitar que ele se tornasse réu.
Azar do país. Ficou com um presidente acuado, rodeado por cupinchas envolvidos em inúmeros processos de corrupção.
Esse mesmo presidente foi protagonista de façanhas que não brilham em seu currículo.
Algumas delas:
- ser treinador de Rocha Loures, recordista de corridinha até o taxi;
- não ser prolixo quando o gravador é Xing Ling;
- ter um manager com patente para cuidar da manutenção de imóveis;
- ter grande amor pelo porto de Santos;
- ser "hors concurs" como vampiro no concurso de fantasias.
O Palácio do Planalto vive dias de pouco movimento, até o café anda sobrando no final do dia.
A residência oficial também anda às moscas. Não há mais visitas na calada da noite.
Neste fim de feira, nem a xepa está garantida. Pode ser penhorada para pagar o aumento dos ministros do STF.
A Gente Fala Mesmo





PAPAGAIOS DE PIRATA

Jair Bolsonaro tenta formar um ministério mais técnico. Ministérios com pessoas conhecedoras do assunto.
Além disso tenta escolher pessoas que não estejam envolvidas em corrupção e/ou que sejam réus em ações na justiça.
Tenta também não fazer barganha com o Congresso. Aquele troca troca cuja moeda são indicações para cargos na administração pública.
Não será uma tarefa fácil. Reeditará Diógenes com sua lanterna à procura de um homem honesto.
Colocando em xeque a luz da lanterna, neste período de pré mandato, ao redor de Jair Bolsonaro orbitam inúmeras pessoas, todas com algum interesse.
Algumas poucas já confirmadas para determinados cargos. O restante na esperança de serem convidadas para assumir outros.
Não ficam de fora familiares próximos.
Como se vê um contingente com ânsia de poder que, sem moderação, propaga opiniões criadoras de muitas controvérsias.
Volta e meia, por conta desse "disse-que-disse", está sendo preciso dissipar a fumaça de um possivel incêndio.
Jair Bolsonaro por diversas vezes teve que vestir o chapéu de bombeiro e atacar o foco da fumaça. Em outras vezes a fumaça se iniciou com a bituca do cigarro que ele próprio acendeu.
Podemos considerar normal acontecerem essas controvérsias no período de transição, desde que não provocadas pelos papagaios de pirata de plantão.
Como se sabe, a especialidade dos papagaios é tentar falar. No caso dos papagaios de pirata, além de falar, defecam no ombro de quem querem agradar.
A Gente Fala Mesmo



CPMF x Imposto único

CPMF x Imposto Único
Muitos brasileiros não conhecem a CPFM por serem na época muito jovens, ela foi criada no dia 13 de Junho de 1993, no governo Itamar Franco, para financiar a saúde pública durante período limitado de tempo cujo ministro da fazenda na época era ilustre Fernando Henrique Cardoso. A CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transação de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira) existiu durante 14 anos e acabou por ter sido um imposto impopular. Com a mudança na lei, sua totalidade não foi investida só na saúde, sendo 0,20% para o Fundo Nacional de Saúde, 0,10% ao custeio da Previdência Social e 0,08 ao Fundo de Erradicação a Pobreza.

A CPMF era cobrada pelos bancos, tanto das pessoas físicas como as jurídicas na hora que fizessem qualquer transação financeira, como saques, transferências, pagamentos com cartões de débitos, pagamentos de boletos, etc. Esse percentual cobrado dos correntistas era repassado pelos bancos do governo Federal.
Há rumores pelos meios de comunicação da volta da CPMF, hoje chamada pelos alguns economistas de “Imposto único” para que o mesmo fosse cobrado 4,5% em todas as operações financeira eliminando a cobrança da contribuição social, ISS, ICMS, Imposto de Renda, eliminaríamos a emissão de notas fiscais, declarações e outras formalidades fiscais. Todos esses impostos dão muito trabalho para os contadores calcularem, o governo fiscalizar, isso contribuiria com a diminuição da carga tributária, pois todas as pessoas físicas e jurídicas pagariam menos impostos com o mesmo percentual, conseguiríamos diminuir drasticamente a sonegação fiscal, melhorando o sistema de arrecadação. Mas para que isso ocorra, precisaríamos de uma ampla reforma tributária .
Há um estudo que as empresas brasileiras trabalham em torno de 2.038 horas em função dos impostos, enquanto nos Estados Unidos, gastam apenas 167. Esse ganho em horas contribuiria para diminuir o custo da arrecadação, o custo Brasil para os empresários, governo e trabalhadores.
O Jornal O Globo noticiou no dia 02 de novembro de 2018 que: “ A equipe econômica do presidente eleito Jair Bolsonaro quer criar um imposto sobre movimentações financeiras para acabar com a contribuição ao INSS que as empresas recolhem sobre os salários dos funcionários. O tributo incidiria sobre todas as operações, como saques e transações bancárias, e a estimativa é que seria possível arrecadar ao menos R$ 275 bilhões por ano. O modelo é semelhante ao da extinta CPMF, mas o time refuta a comparação, afirmando que se trata de uma substituição, e não da criação de um novo imposto”.
A proposta da alíquota do novo tributo ficaria em torno de 0,4 a 0,45% em cada transação bancária e a contra partida para isso as empresas não iriam mais recolher os 20% dos impostos que incidem nas folhas de pagamentos. A maioria dos empregos formais, vem das micros e pequenas empresas, e a maioria delas são optantes pelo simples nacional.
Entendemos que este benefício não irá beneficiar as pequenas empresas, só a de grande porte, inclusive aumentando substancialmente suas margens de lucro, sem incentivar o aumento de emprego. Há uma preocupação em passar o poder de arrecadação aos bancos privados, mesmo com as fiscalizações do Ministério da Fazenda e Receita Federal em cima das instituições financeiras, não podemos dar todo esse poder para eles transferirem a arrecadação para o governo.
Não podemos mais pensar em um país a curto prazo, necessitamos urgentemente de uma ampla reforma tributária para o atual e futuros governos.
A Gente Fala Mesmo 07/11/2018

NÃO SE CALEM, FALEM!

"Tenha cuidado com o que você tolera, pois você está ensinando as pessoas como elas devem tratar você". Essa frase é tão perfeita que serve para o mundo político também. Não permita que os governantes nos tratem como se eles fossem os senhores da verdade. A população deve dizer como quer ser tratada, administrada. O povo deve mostrar a direção que os governantes devem seguir. É, ao povo, que os políticos devem satisfazer. Uma sociedade esclarecida será sempre próspera, pois saberá conduzir seus políticos. Não se calem, mostrem seus anseios e suas insatisfações também. Precisamos dizer que estamos insatisfeitos com a situação do país. Hoje, existem meios para que nossa voz chegue aos políticos. Usemos a internet a nosso favor. Vamos participar da vida política. Dessa forma, evitaremos que os políticos atuem em causa própria. O ano de 2019 será a oportunidade de fazermos diferente. Vamos mostrar aos políticos que a sociedade acordou. Não se calem, falem. O silêncio as vezes é nosso maior castigo.
Editorial AGFM 05/11/2018


Editorial AGFM - #ELE DISSE SIM

02/11/2018

#ELE DISSE SIM

O aceite do juiz Sérgio Moro, ao convite do presidente Jair Bolsonaro, para ser Ministro da Justiça ganhou todas as manchetes do noticiário.
O convite em si tem um forte apelo político e um reconhecimento às exemplares qualidades do juiz Sérgio Moro.
O aceite, por sua vez, atende a um desejo pessoal e a um desejo de milhões.
A parte controversa fica por conta dos petistas, sempre à postos para serem do contra.
Algumas dúvidas ficam lançadas pela população, indagando se não seria melhor ter o juiz Sérgio Moro como Ministro do STF.
Há que se ressaltar que este aceite não inibe um novo convite futuro para uma vaga no STF.
A passagem pelo Ministério da Justiça pode até ajudar nesse sentido.
Pelo noticiário, o novo Ministério da Justiça trará uma revolução na forma de combater a criminalidade. Pode ser que a operação Lava Jato fique institucionalizada independente do tipo de crime.
Quem perde e quem ganha com o aceite do juiz Sérgio Moro?
Em um primeiro momento veio a impressão de que ficaríamos desamparados e de que os envolvidos em processo da Lava Jato estariam eufóricos.
Erraram os primeiros e os segundos. Pior para os segundos. A juíza substituta da 13° Vara de Curitiba já deu mostras que não se acovarda. Nem tampouco o TRF 4.
Nas mãos deles torcemos e desejamos para que a justiça continue sendo feita.
Quanto ao juiz Sérgio Moro, nossos votos de um bom trabalho no ministério. Continuamos a precisar da competência dele.
Enfim, Sérgio Moro já nos deixa saudades sem mesmo ainda não ter ido.

AGFM




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