Editorial AGFM

FIM DE FEIRA

Michel Temer está terminando o mandato de forma melancólica. Poderia ser bem diferente não fosse ele o igual dos mesmos antecessores.
Teve a oportunidade de mudar o rumo. Não teve competência para pilotar o país. Passou boa parte do mandato se defendendo de acusações.
Poderia ter implementado todas as reformas necessárias. Não o fez. Ficou refém de um Congresso que exigiu contrapartidas para evitar que ele se tornasse réu.
Azar do país. Ficou com um presidente acuado, rodeado por cupinchas envolvidos em inúmeros processos de corrupção.
Esse mesmo presidente foi protagonista de façanhas que não brilham em seu currículo.
Algumas delas:
- ser treinador de Rocha Loures, recordista de corridinha até o taxi;
- não ser prolixo quando o gravador é Xing Ling;
- ter um manager com patente para cuidar da manutenção de imóveis;
- ter grande amor pelo porto de Santos;
- ser "hors concurs" como vampiro no concurso de fantasias.
O Palácio do Planalto vive dias de pouco movimento, até o café anda sobrando no final do dia.
A residência oficial também anda às moscas. Não há mais visitas na calada da noite.
Neste fim de feira, nem a xepa está garantida. Pode ser penhorada para pagar o aumento dos ministros do STF.
A Gente Fala Mesmo





PAPAGAIOS DE PIRATA

Jair Bolsonaro tenta formar um ministério mais técnico. Ministérios com pessoas conhecedoras do assunto.
Além disso tenta escolher pessoas que não estejam envolvidas em corrupção e/ou que sejam réus em ações na justiça.
Tenta também não fazer barganha com o Congresso. Aquele troca troca cuja moeda são indicações para cargos na administração pública.
Não será uma tarefa fácil. Reeditará Diógenes com sua lanterna à procura de um homem honesto.
Colocando em xeque a luz da lanterna, neste período de pré mandato, ao redor de Jair Bolsonaro orbitam inúmeras pessoas, todas com algum interesse.
Algumas poucas já confirmadas para determinados cargos. O restante na esperança de serem convidadas para assumir outros.
Não ficam de fora familiares próximos.
Como se vê um contingente com ânsia de poder que, sem moderação, propaga opiniões criadoras de muitas controvérsias.
Volta e meia, por conta desse "disse-que-disse", está sendo preciso dissipar a fumaça de um possivel incêndio.
Jair Bolsonaro por diversas vezes teve que vestir o chapéu de bombeiro e atacar o foco da fumaça. Em outras vezes a fumaça se iniciou com a bituca do cigarro que ele próprio acendeu.
Podemos considerar normal acontecerem essas controvérsias no período de transição, desde que não provocadas pelos papagaios de pirata de plantão.
Como se sabe, a especialidade dos papagaios é tentar falar. No caso dos papagaios de pirata, além de falar, defecam no ombro de quem querem agradar.
A Gente Fala Mesmo



CPMF x Imposto único

CPMF x Imposto Único
Muitos brasileiros não conhecem a CPFM por serem na época muito jovens, ela foi criada no dia 13 de Junho de 1993, no governo Itamar Franco, para financiar a saúde pública durante período limitado de tempo cujo ministro da fazenda na época era ilustre Fernando Henrique Cardoso. A CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transação de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira) existiu durante 14 anos e acabou por ter sido um imposto impopular. Com a mudança na lei, sua totalidade não foi investida só na saúde, sendo 0,20% para o Fundo Nacional de Saúde, 0,10% ao custeio da Previdência Social e 0,08 ao Fundo de Erradicação a Pobreza.

A CPMF era cobrada pelos bancos, tanto das pessoas físicas como as jurídicas na hora que fizessem qualquer transação financeira, como saques, transferências, pagamentos com cartões de débitos, pagamentos de boletos, etc. Esse percentual cobrado dos correntistas era repassado pelos bancos do governo Federal.
Há rumores pelos meios de comunicação da volta da CPMF, hoje chamada pelos alguns economistas de “Imposto único” para que o mesmo fosse cobrado 4,5% em todas as operações financeira eliminando a cobrança da contribuição social, ISS, ICMS, Imposto de Renda, eliminaríamos a emissão de notas fiscais, declarações e outras formalidades fiscais. Todos esses impostos dão muito trabalho para os contadores calcularem, o governo fiscalizar, isso contribuiria com a diminuição da carga tributária, pois todas as pessoas físicas e jurídicas pagariam menos impostos com o mesmo percentual, conseguiríamos diminuir drasticamente a sonegação fiscal, melhorando o sistema de arrecadação. Mas para que isso ocorra, precisaríamos de uma ampla reforma tributária .
Há um estudo que as empresas brasileiras trabalham em torno de 2.038 horas em função dos impostos, enquanto nos Estados Unidos, gastam apenas 167. Esse ganho em horas contribuiria para diminuir o custo da arrecadação, o custo Brasil para os empresários, governo e trabalhadores.
O Jornal O Globo noticiou no dia 02 de novembro de 2018 que: “ A equipe econômica do presidente eleito Jair Bolsonaro quer criar um imposto sobre movimentações financeiras para acabar com a contribuição ao INSS que as empresas recolhem sobre os salários dos funcionários. O tributo incidiria sobre todas as operações, como saques e transações bancárias, e a estimativa é que seria possível arrecadar ao menos R$ 275 bilhões por ano. O modelo é semelhante ao da extinta CPMF, mas o time refuta a comparação, afirmando que se trata de uma substituição, e não da criação de um novo imposto”.
A proposta da alíquota do novo tributo ficaria em torno de 0,4 a 0,45% em cada transação bancária e a contra partida para isso as empresas não iriam mais recolher os 20% dos impostos que incidem nas folhas de pagamentos. A maioria dos empregos formais, vem das micros e pequenas empresas, e a maioria delas são optantes pelo simples nacional.
Entendemos que este benefício não irá beneficiar as pequenas empresas, só a de grande porte, inclusive aumentando substancialmente suas margens de lucro, sem incentivar o aumento de emprego. Há uma preocupação em passar o poder de arrecadação aos bancos privados, mesmo com as fiscalizações do Ministério da Fazenda e Receita Federal em cima das instituições financeiras, não podemos dar todo esse poder para eles transferirem a arrecadação para o governo.
Não podemos mais pensar em um país a curto prazo, necessitamos urgentemente de uma ampla reforma tributária para o atual e futuros governos.
A Gente Fala Mesmo 07/11/2018

NÃO SE CALEM, FALEM!

"Tenha cuidado com o que você tolera, pois você está ensinando as pessoas como elas devem tratar você". Essa frase é tão perfeita que serve para o mundo político também. Não permita que os governantes nos tratem como se eles fossem os senhores da verdade. A população deve dizer como quer ser tratada, administrada. O povo deve mostrar a direção que os governantes devem seguir. É, ao povo, que os políticos devem satisfazer. Uma sociedade esclarecida será sempre próspera, pois saberá conduzir seus políticos. Não se calem, mostrem seus anseios e suas insatisfações também. Precisamos dizer que estamos insatisfeitos com a situação do país. Hoje, existem meios para que nossa voz chegue aos políticos. Usemos a internet a nosso favor. Vamos participar da vida política. Dessa forma, evitaremos que os políticos atuem em causa própria. O ano de 2019 será a oportunidade de fazermos diferente. Vamos mostrar aos políticos que a sociedade acordou. Não se calem, falem. O silêncio as vezes é nosso maior castigo.
Editorial AGFM 05/11/2018


Editorial AGFM - #ELE DISSE SIM

02/11/2018

#ELE DISSE SIM

O aceite do juiz Sérgio Moro, ao convite do presidente Jair Bolsonaro, para ser Ministro da Justiça ganhou todas as manchetes do noticiário.
O convite em si tem um forte apelo político e um reconhecimento às exemplares qualidades do juiz Sérgio Moro.
O aceite, por sua vez, atende a um desejo pessoal e a um desejo de milhões.
A parte controversa fica por conta dos petistas, sempre à postos para serem do contra.
Algumas dúvidas ficam lançadas pela população, indagando se não seria melhor ter o juiz Sérgio Moro como Ministro do STF.
Há que se ressaltar que este aceite não inibe um novo convite futuro para uma vaga no STF.
A passagem pelo Ministério da Justiça pode até ajudar nesse sentido.
Pelo noticiário, o novo Ministério da Justiça trará uma revolução na forma de combater a criminalidade. Pode ser que a operação Lava Jato fique institucionalizada independente do tipo de crime.
Quem perde e quem ganha com o aceite do juiz Sérgio Moro?
Em um primeiro momento veio a impressão de que ficaríamos desamparados e de que os envolvidos em processo da Lava Jato estariam eufóricos.
Erraram os primeiros e os segundos. Pior para os segundos. A juíza substituta da 13° Vara de Curitiba já deu mostras que não se acovarda. Nem tampouco o TRF 4.
Nas mãos deles torcemos e desejamos para que a justiça continue sendo feita.
Quanto ao juiz Sérgio Moro, nossos votos de um bom trabalho no ministério. Continuamos a precisar da competência dele.
Enfim, Sérgio Moro já nos deixa saudades sem mesmo ainda não ter ido.

AGFM




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